sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O Ambiente, a Esquerda e a Direita

A bandeira da política do ambiente foi conquistada pelo PSD, por militantes e dirigentes como Carlos Pimenta, na década de 80. Não faz nenhum sentido que hoje seja a esquerda socialista, ligada a uma lógica ambientalista um pouco do Parque Jurássico, a liderar as grandes questões ambientais.
Luís Filipe Menezes nas minas de Urgeiriça

É um facto que o PSD tem um historial na matéria, embora pouco mais seja que o Carlos Pimenta. É também um facto que muitas vezes a Esquerda tem um discurso profíquo mas simultaneamente pobre. Não deixa de ser um facto que, se o PSD quisesse recuperar um discurso e uma acção a respeito do ambiente, deveria começar por não ter gente a dar cobertura a Portucales e afins.
Assim como não deixa de ser um facto que o discurso ambientalista tem de começar a amadurecer, ou melhor, o discurso político sobre o ambiente tem de ser diferente. Não só deve ser mais duro na condenação das aberrações (como o que este Governo pretende fazer ao betonizar o Litoral Alentejano) mas sobretudo - porque é no dinheiro que se joga sempre tudo - em fazer perceber que o ambiente pode representar novos negócios, ou a melhoria de negócios já existentes. Enquanto não nos convencermos disso, não há manifestação que resulte. Nem visita às minas, já agora.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Castro, esse grande progressista

Em primeiro lugar, e na continuação da discussão em torno de Cuba, quero linkar o post do Max dos esquerdismos de uma certa esquerda... que retoma simultaneamente (e como o Pedro Silva bem faz notar) um tema que me é caro, nomeadamente, esta mania de a Esquerda ter esta atitude meio autocomiseratória do nós (os ocidentais) somos tão maus que quem quer que diga mal de nós só pode ser bom e que a leva a defender "nas outras culturas" tudo aquilo que ataca dentro de portas.

Pela minha parte, o essencial sobre esta questão para mim (as Esquerda, o Universalismo a Democracia e os Direitos Humanos), resumi-a em dois posts, aqui e aqui. Os resultados do segundo teste são para mim elucidativos:

Like all liberals, you believe in individual freedom as a central objective - but you believe that lack of economic opportunity, education, healthcare etc. can be just as damaging to liberty as can an oppressive state. As a result, social liberals are generally the most outspoken defenders of human rights and civil liberties, and combine this with support for a mixed economy, with an enabling state providing public services to ensure that people's social rights as well as their civil liberties are upheld.


Em segundo lugar, há no post do Max a questão da homossexualidade em Cuba. Quando acabar de ler o livro, dedicarei um texto apenas para louvor do livro em causa, dado que desisti de andar a tirar partes do texto e vir pô-las aqui: não fazia mais nada nos próximos dias. No entanto e porque vem a calhar, aqui vai um excerto do fabuloso American Vertigo de Bernard-Henri Lévy:
É como os bares "homo" de Castro. Que coisa bizarra, entre parênteses, este nome de Castro! Que ironia que o bairro homossexual da cidade, um dos únicos da América onde dois homens podem andar de mão dada e a beijar-se na boca [...], este orgulho gay permanente, esta Gayland, tem o nome do mais homófobo dos caudilhos continentais!
Bom, as duas coisas não estão ligadas, mas há qualquer coisa de delicioso no paradoxo. Será que a Esquerda castrista vai utilizar isto para acusar os Estados Unidos de provocarem o heróico regime cubano?

Alberto João Jardim, a Direita e as bananas

Habituados que estamos a vê-lo desrespeitar as mais básicas regras da democracia e da convivência democrática, feitos os nossos tímpanos ao despautério diarreico a que, por norma e regularmente, nos submete, imagino quantas voltas na tumba deram os grandes nomes da nossa História ao ouvir semelhante dislate. Fruto podre da democracia? Por isso mesmo se chama democracia, mas também é o resultado visível e palpável da cobardia generalizada da classe política vigente.
Graça Maciel no Inflorescências (a ler por completo)


Eu pergunto-me se já alguém se deu conta do facto de Alberto João Jardim ser o único líder de Direita que consegue sobressair e demonstrar que está bem vivo. Será ele a salvação da Direita em crise? Já imaginaram o que seria o homem desembarcar na Portela, qual Zarco qual carapuça venha daí o Jardim e esses ossos, sim, os ossos da carcaça a que está reduzido o PSD nacional.
Creio que ele faria furor. Ele, os seus fatos do Carnaval e os seus discursos que, mesmo ditos fora de época, conservam algo de carnavalesco. Os fatos, e as bananas. Creio que ele tem assim um misto do talento duvidoso de Juanita Banana e da boçalidade do seu pai.
Se dúvidas tiverem, confirmem-no aqui em baixo.


terça-feira, 28 de agosto de 2007

"Inimigo de meu inimigo meu amigo é" ou "Haverá bons totalitaristas?"

Sobre Cuba e a reportagem da RTP
  1. Deve o trabalho da jornalista ser posto em causa por ser filha de quem quer que seja? Se sim, a discussão está terminada - quem defende que os filhos sejam julgados exclusivamente pela conduta dos pais, é totalitarista. Quem é totalitarista não é digno de diálogo.
  2. A reportagem está correcta (existe repressão em Cuba) ou errada (Cuba é um paraíso de liberdade)?
  3. Se há repressão em Cuba, o regime é bom ou é mau?
  4. São a repressão política e a proibição da liberdade de expressão e associação justificáveis para impedir que haja desigualdades económicas (para lá das que já existem entre quem é do partido e quem não é do partido, mas não vamos complicar demasiado o assunto)?
  5. Chegando à conclusão que Cuba talvez não seja um paraíso, e podendo não se ser um pró-americano descerebrado e podendo-se até desgostar da selvajaria neoliberal, devemos nós seguir a mesma lógica da actual Administração de Washington DC, segundo a qual o inimigo (Cuba) do nosso inimigo (Bush) nosso amigo é?

Se sim, então que moral tem esta escumalha para criticar os neocons? Quem se alia ao totalitarismo cubano ou ao fundamentalismo religioso, seja por razões ideológicas (porque os apoia de facto) seja por razões estratégicas (porque se opõem aos nossos inimigos) não é melhor que a extrema-direita conservadora e neoliberal.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Ética aplicada enquanto direito social

Autor simultaneamente polémico e menosprezado, Georges Gurvitch desenvolveu o seu trabalho em torno da filosofia social, área onde confluem filosofia, sociologia e direito. Muitas vezes confundindo ou fundindo as suas perspectivas e desejos políticos com o trabalho académico, Gurvitch, influenciado pelo anarquismo, abandonou a URSS para viver em França e nos Estados Unidos. É da sua recusa tanto do individualismo como do estatismo que nasce a sua maior criação: a ideia de direito social. Define-o o autor como não estatal, frequentemente ignorado pelos juristas, sendo engendrado por cada Nós, cada grupo, cada classe, ora de forma espontânea, ora pelos precedentes, costumes, práticas etc. […].[1]


Um dos motivos pelos quais Gurvitch poderá não ter alcançado grande protagonismo na sociologia jurídica terá sido, para lá da complexidade e da não ortodoxia da sua abordagem e das suas teses, o seu desfasamento. De facto, num período (da década de 20 à década de 60) em que o Estado por todo o lado crescia inexoravelmente, não só nos regimes totalitaristas de direita e de esquerda como igualmente nas democracias ocidentais, o autor propõe uma concepção para-estatal de Direito. Tendo morrido a meio da década de 60, próximo portanto do nascimento das éticas aplicadas, a sua reflexão sobre o direito social poderá dar um contributo importante para a área, comportando este conceito três características primordiais: ele é colectivo, pacífico e múltiplo.

a) Colectivo, na medida em que é uma união intuitiva num Nós. O indivíduo não é a base da sociedade, mas sim as relações sociais, as formas de sociabilidade. As consciências individuais interpenetram-se e o controlo social não constitui um elemento nem uma relação exterior à sociedade. Pelo contrário, o controlo faz parte do funcionamento dos grupos e das sociedades, de forma imediata e não hierárquica. A política e o Estado são excluídos bem como o poder (enquanto capacidade de exercer violência).
b) Pacífico, dado que a experiência jurídica deverá ser uma experiência de colaboração; já as relações de mando e obediência serão perversões políticas do direito. O consenso não é nem criação nem produto do direito social, mas é este último que resulta do consenso. Como mecanismo de reconciliação e pacificação das relações sociais, o direito gurvitchiano exclui a luta de forças sociais antagónicas pelo poder.
c) Outra questão que tem elevada importância para a compreensão do conceito gurvitchiano de direito social é a ideia de multiplicidade, o pluralismo jurídico, produto dos corpos intermédios entre Estado e indivíduo capazes de produzir normas para uso próprio que, tendo força coactiva, serão jurídicas. Esta ideia de pluralismo jurídico, note-se, antes de ser tomada pelo libertarismo de esquerda, partiu das correntes conservadores e reaccionárias que recusavam o Estado moderno, acusado que era de ter nascido de abstracções racionalistas e não ter sido baseado na realidade social. É certo que dialecticamente a negação da negação nunca é igual à afirmação inicial (ou seja, esta negação do estatismo não terá correspondência imediata no esmagamento do indivíduo por força dos corpos sociais pré-modernos). No entanto, constitui um aviso importante para que se reafirmem os fins sobre os meios: de facto, se o objectivo for aumentar a liberdade humana, não podemos perder de vista o papel regulador do Estado na garantia do individualismo[2]. Assim, o pluralismo jurídico deverá ser visto como força potencialmente libertadora por via da autolegislação, da capacidade de cada sector da sociedade ser capaz de livremente se submeter a regras que respeitem pressupostos suportados por uma ética cívica. O objectivo não pode ser um refortalecimento do corporativismo nem a (re-)invenção de mais uma forma de exercer controlo sobre o indivíduo.


Gurvitch afirma o Estado como apenas um grupo particular, uma forma entre outras de expressão de solidariedade social, fundada neste caso no factor geográfico. Outras formas no entanto existem, como sejam a solidariedade económica, religiosa, cultural ou internacional. Pode desta forma emergir um sistema jurídico com pluralidade de direitos e sem que necessariamente haja um elemento centralizador e soberano. Há sem dúvida muitos elementos neste autor que podem dar um contributo valioso à reflexão e à prática das éticas aplicadas. De facto, este conceito de direito social consegue ser menos estatizante que algumas das abordagens que tem havido no âmbito das éticas aplicadas e simultaneamente menos opressor para os indivíduos[3]. O recurso à formalização da ética (com recurso a códigos éticos e deontológicos) e à sua juridificação constituem não só uma submissão da ética e da capacidade auto-reguladora a um caucionamento estatal como também são vistas positivamente por muitas empresas como mais uma forma de exercer controlo sobre os seus empregados.

[1] Georges Gurvitch citado por Robert Cramer, revista Droit et Societé 4-1986, pág. 458
[2] Rosanvallon considerava estatismo e individualismo como faces diferentes de uma mesma realidade e o Estado moderno como uma garantia da liberdade do indivíduo.
[3] Afirma Paul Mercier em A Ética nas Empresas, Edições Afrontamento, pág. 36, que “A ética formalizada constitui um meio jurídico de desresponsabilizar a empresa em caso de actuações ilegais de um seu empregado. Os Estados-Unidos procuram suprimir os comportamentos não éticos declarando-os fora de lei”.

Férias - abordagem europeia e a abordagem americana

Lido no sítio TreeHugger

Perhaps one reason that the environment is so unimportant to Americans is that they never see it, they are always working. According to Walter Kirn in the New York Times,
the USA is
"a nation of remarkably productive, often well-paid workers who are becoming increasingly reluctant to pause from their labors and refresh their souls — a nation whose cash-drenched corporate employers typically don’t pay for much time off (less than two weeks annually, on average), a nation whose globe-gripping federal government is the only one in the whole industrialized world not to legally require generous periods of paid kick-back-and-hang time — is a nation that’s socially screwed up, particularly in comparison with European countries like France, which orders its citizens outside to play for the entire month of August and a few other weeks spread through the year."

Nos comentários há uma discussão interessante que opõe a liberdade de cada um negociar com o empregador as férias que irá ter e a possibilidade de ter férias (ou seja, a ausência de poder negocial de determinadas fatias da população).


Argumento contra a definição legislativa das férias:

  1. I don't want my government telling me what I or my employer has to do with my time. That is between my employer and me. There may be many reasons for my work contract looking the way it does, and I might be able to get more pay if I am willing to take less vacation time. There are many other economic reasons I could use, but I don't want the government taking over my right to negotiate the terms of my employment more than they already do.
Argumentos a favor da intervenção governamental (há nuances entre as várias opiniões):
  1. I don't believe the author is saying anything about the use of our personal time or the ability to negotiate time off. It appears that they are just stating a limit, similar to minimum wage, should be set as a safeguard
  2. There is one huge advantage to mandatory leave - EVERYONE gets it! I have friends who work at low-paid jobs to support themselves and they get as much leave as some of the higher paid individuals in Oxford. This is not the case in the USA where many low-paid jobs come with **NO** paid leave.
  3. For many people, it's not just that they can't afford to miss one paycheck, it's that they'll lose their job if they take vacation.

'Tá mal, 'tá mal!

Aqui afirmei que tinha enviado uma queixa à ERC. Esqueci-me de afirmar que, infelizmente, também enviei um comentário indignado à notícia, questionando se a ERC não poderia fazer nada. Não sei se houve mais gente a fazer o mesmo, mas o que é certo é que a notícia desapareceu. Se tentarem clicar no link colocado no outro post, vão ver que há não têm acesso à notícia. Infelizmente. [1]
À partida não deverá haver problema - desde que a notícia tenha sido publicada no jornal, o Correio da Manhã não poderá negar a falha colossal.

[1] Pânico meu - a notícia não foi tirada. Noto contudo que o comentário que eu enviei não foi publicado. Só por causa das tosses, transcrevo a notícia por completo.

2007-08-23 - 00:00:00 Polícia catalã investiga denúncia
Mãe oferece filho de dois anos para práticas homossexuais

O crime ocorreu em StigesA polícia catalã investiga o caso de uma mãe que alegadamente ofereceu um dos filhos menores para práticas sexuais. María de Jesús A. C., de 33 anos de idade, foi denunciada pelo proprietário de uma loja de roupa em Stiges, Barcelona, a quem alegadamente abordou para obter dinheiro.
No momento da detenção, a suspeita tinha em seu poder uma quantidade indeterminada de cocaína que, segundo o denunciante, tentou vender-lhe antes de oferecer os favores sexuais de um dos filhos. Desconhece-se se a mulher terá oferecido o filho mais novo, de dois anos de idade, ou o mais velho, de sete. Os contornos do caso não eram ontem muito claros, mas, segundo a última versão dos factos, María deslocou-se à rua Primer de Maig, em Stiges, conhecida como centro de reunião gay, em estado de clara embriaguez. O denunciante alega que ela começou por lhe pedir dinheiro, depois pediu-lhe emprego e que, perante a recusa, tentou vender-lhe droga. A nova recusa levou-a então a oferecer um dos filhos. Os investigadores suspeitam que a oferta ao proprietário não foi a primeira vez que tentou prostituir os filhos, pelo que é de esperar que seja ordenada a realização de um exame médico aos menores. Estes foram provisoriamente entregues, por ordem do tribunal, ao cuidado do pai, ex-marido da suspeita.María, por seu lado, foi acusada de corrupção de menores e colocada em liberdade.
F.J.G. com agência

domingo, 26 de agosto de 2007

Ginopolítica e Andropolítica

[...] il y a dans les societés humaines, comme chez les individus, un principe mâle, qui est principe d'agression, et un principe femelle, qui est principe de perpétuation.
Amin Maalouf, Le Premier Siècle après Béatrice

É bastante frequente dizer-se que uma forte intervenção do Estado no plano das políticas sociais corresponde a uma concepção paternalista do papel do Estado na Sociedade. Não pretende aqui discutir os benefícios ou malefícios dessa intervenção, mas antes atentar no conceito de paternalismo e na definição dos níveis de intervenção do Estado.

O sociólogo americano Michael Mann terá sido dos que melhor descreveu os poderes básicos de um Estado: de um lado, o poder coercivo (segurança, defesa - aquele que o liberal-conservantismo define como fulcral e único verdadeiramente justo) e do outro, o poder infra-estrutural (ou seja, a intervenção socio-económica). Desta forma, aquela vetusta discussão acerca dos Estados fortes e fracos (da qual Fukuyama foi um dos últimos teorizadores de fundo, ou seja, dos últimos que apresentaram a questão sistematicamente, não se limitando a repetir palavras de ordem) ganha novos contornos. Podemos ter Estados realmente sem intervenção económica, mas execravelmente fortes (o Chile de Pinochet) e Estados com forte intervenção social mas fracos no que diz respeito à violência e repressão (as Democracias europeias, embora de forma cada vez mais mitigada).

Aceitando (como aceito, embora relativizando) a perspectiva colocada na citação inicial;
Aceitando ainda, como aceito - e sem relativizar - a perspectiva de Mann;
Diria, muito simplesmente, que a Esquerda não defende um Estado paternalista. Bem pelo contrário, a Esquerda é maternalista. Paternalista, sem dúvida, é a Direita.
Se precisamos de ambas as vertentes? Com certeza!

[sobre a associação entre masculinidade e violência, ler estes dois artigos do Esquerda Republicana: A divisão de género da violência sexual; Violência e desigualdade]

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Seguiu a queixa para a ERC

Após ler no Renas e Veados um post em que se denuncia uma mentira descarada publicada pelo Correio da Manhã, enviei uma queixa à ERC. O local em que as queixas podem ser feitas é este, e o texto que enviei é o seguinte.
No sítio do Correio da Manhã encontra-se uma notícia na qual se alega que uma mulher estava a tentar prostitui o filho para práticas homossexuais em Sitges, local conotado com a comunidade homossexual. De toda a notícia, é possível que esta seja das poucas coisas verídicas.

De facto, tanto o Jornal de Notícias como o El País noticiaram esta situação, mas com os seguintes títulos:
Menina de dois anos oferecida para sexo (Jornal de Notícias)
Detenida una mujer en Sitges por intentar prostituir a su hija de dos años (El País)

É impossível acreditar que o jornalista se tenha distraído e também me custa a crer que ninguém no Correio da Manhã tenha confirmado a informação. De modo que quanto ao jornalista, só podemos concluir que se tratou de um acto voluntário com vista a atacar uma minoria sexual. Quando ao jornal, há duas hipóteses: ou incúria ou concordância com os objectivos do jornalista.

Hasta quando?

Reportagem da RTP sobre Cuba. Vi há poucos dias na televisão e soube que já estava na internet. Vale a pena ver.

(Há uma coisa que me incomoda: como é que alguém que tenha o mais ténue respeito pela democracia pode sequer pôr a hipótese de ir de férias para aquela ilha e alimentar aquela ditadura?)

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Recomendo em particular a parte 4. Muito esclarecedora.