sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Países genuinamente liberais - JPP apoia Mário Machado

Pacheco Pereira (JPP) parece ser daquelas pessoas que fareja a História. Para onde soprarem os ventos, assim vai ele. Em trinta e cinco anos já foi maoísta, socialista liberal, social-democrata, de há uns anos a esta parte é liberal mas começa a fechar o círculo de volta ao totalitarismo e já dá uns passinhos de dança com o neonazismo.

É brilhante a sua frase incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime, nem sequer delito de opinião. Ficará para sempre guardada no meu coração. Aprecio o interesse que um hectare de maçarocas merece da sua parte e o desprezo que a dignidade de minorias raciais, sexuais ou adversários políticos lhe merecem.

A sua defesa de Mário Machado é de certa forma um regresso ao passado, ainda que mascarado de defesa do genuíno liberalismo. Um totalitarista demonstra o seu amor por outro. Mais ainda, subscreve inevitavelmente tudo o que o dirigente dos Portuguese Hammerskins já disse e fez. De facto, JPP não acha grave nem criminoso as seguintes frases e actos:


  • P... de m..., não voltas a escrever sobre mim! E tem cuidado a andar na rua, parto-te todo. Um dia ainda te arranco a cabeça, meu p...

  • Mário Machado, Veríssimo, Paulo Florência, Amorim, Isaque e Rogério invadiram o bar Loukuras, em Peniche, Abril de 2005. Enquanto os outros agrediram um estrangeiro ao soco e pontapés, Machado segurou o dono do bar com uma faca.
  • “Todos os nacionalistas são portadores de armas de fogo e estão preparados para tomar de assalto as ruas quando for necessário”, anunciou Mário Machado na RTP, Junho de 2006, enquanto exibia a sua shotgun.
  • Em Janeiro deste ano, Mário Machado e 12 skins invadiram o Jumbo da Maia, Porto, numa perseguição pessoal. Falharam o alvo mas acertaram num Porsche que viram na estrada. Seguia um negro ao volante.

Tudo isto e muito mais está aqui. Para mim é escandaloso que haja pessoas que usem o liberalismo para defender a posse de armas, a revolução armada e a tomada violenta do poder, o tráfico de droga e agressões consecutivas. Inclusivamente houve ataques à propriedade privada. Se a dignidade da pessoa humana não convence certo tipo de "liberais", então vejamos o Porsche que Machado e os seus amigos vandalizaram por ser conduzido por um negro. Vale bem mais que um hectare de milho.


Aproveito para deixar um cartaz que a República Popular Democrática do Abrupto (via Arrastão) deve estar neste momento a imprimir, bem como uma canção que o próprio JPP (aqui com as barbas um pouco mais compridas que o normal e disfarçado de taliban para depois culpar os gajos do BE) estará a ensaiar para cantar em frente da prisão onde Mário Machado estará detido.



quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Jest dobrze pszczoła (tradução literal de "Está bem abelha")

Lido no Financial Times de hoje:
Poland has launched a campaign to bring home millions of young people who have emigrated to western Europe

O facto de em outros países haver melhores salários é um grande incentivo à emigração de polacos. Mas ajudaria a reduzir o número dos que saem ou a aumentar o número dos que regressam se a Polónia não fosse hoje a vergonha da Europa.

Pachequismos

Pacheco Pereira começa a tornar-se um ás da imbecilidade e da falta de vergonha intelectual:
  1. umas dúzias de mal-cheirosos destroem umas maçarocas, e estamos em estado de sítio, a polícia não faz nada, o governo nada faz, o fim da civilização está próximo.
  2. um partido e uns quantos grupos extremistas ameaçam de morte, têm e afirmam que têm e afirmam que irão usar armas para tomar o poder, e são uns santos perseguidos pelo Estado.

Aqui está a brilhante defesa do direito ao incitamento à violência política
não será libertado Mário Machado, o dirigente dos skinheads, que é acusado de incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime, nem sequer delito de opinião

Pacheco Pereira crucificou o BE por bem menos que a defesa da revolução armada ou o apelo ao linchamento de membros de minorias raciais ou sexuais, por apenas uma algo rebuscada ligação entre o partido e Gualter Baptista. Coerência? Não a peçam a JPP. Um pouco de estupidez e muita hipocrisia, aí já terão mais sorte.

Ainda sobre Oeiras - o Sexo e a Corrupção

Ainda sobre o tema, deixo um link para o post através do qual tive acesso ao filme.

Aproveito para deixar uma última achega sobre o tema: podemos roubar tudo o que quisermos, corromper quantos quisermos, construir piscinas com o dinheiro de quem quisermos; mas se dois adultos consentirem em ter sexo e isso vier a público, então aí é a vergonha completa. Como princípio moral, parece-me profundamente imoral. Eu com certeza que devo vir de outro planeta para achar isto estranho.

Estás a ver Jesus? Nada a ver - o discurso de Griffin

O mérito: Kathy Griffin é censurada



Entrevista da comediante com Larry King, partes 1, 2 e 3.

Mais um caso de censura nos EUA

O André Escórcio traz-nos através do Speakers Corner este caso escandaloso.


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Fox censura Sally Field

Vergonhoso. Para além da censura a Kathy Griffin que o Esquerda Republicana já denunciou, veja-se como a Fox - companhia conhecida pelo seu bushismo - corta o discurso anti-guerra de Sally Field.

Os resultados do trabalho vêm do trabalho ou de deuses?

Comunicado da American Atheists:
«(...) as celebridades podem aparecer na televisão nacional e "agradecer" a Jesus, a Alá, ou à Cientologia pelo seu sucesso, mas um Ateu não pode dizer honesta e claramente que o seu sucesso veio de desenvolver os seus talentos e de trabalhar duramente».

Boas leituras - sobre "os melhores"

Irritam-me as frases da moda. Irrita-me as verdades presumidas. Não posso portanto deixar de aplaudir o artigo do Tiago Mendes de hoje.

Para ler algumas pérolas:
  • Primeiro, “os melhores” em certas profissões não serão necessariamente os melhores políticos.
  • Segundo, a preocupação meritocrática patente neste tipo de discurso carece de um desconto, pois aparece hiperbolizada, por pelo menos duas motivações, possivelmente inconscientes: a procura de reconhecimento inter-pares (“os melhores apreciarão o que eu digo e procurarão que eu me junte a eles”) e o reforço da imagem positiva de si próprio (“se digo isto é porque sou ou estarei perto de ser um desses melhores”).
  • Terceiro, quando se fala em atrair “os melhores”, está-se muitas vezes a sugerir [...] uma tríade de derrotismo, culto sebastianista do homem providencial e preferência por grandes rupturas em vez de pequenas reformas.
Já agora, e pegando no que ele escreve, aconselhava a reler o post sobre o MMS. Ajuda a rebater ainda mais algumas das ideias ali veiculadas.

Coisas não muito inteligentes para se fazer com telemóveis de serviço

Não sei se Oeiras está mais à frente. Mas está ao rubro. Entretanto, o comandante já se demitiu. Ao que soube, previamente a este vídeo foi também divulgado um e-mail em que se acusava o mesmo comandante de um sem-fim de ilegalidades, desde as mais comezinhas até coisas bem sérias.

No entanto, é curioso como perante a ameaça de descoberta de corrupção, nem se pede a cabeça de ninguém nem as pessoas se envergonham a ponto de se demitirem. Quanto falamos de sexo, então o tom muda. Talvez não estejamos ainda numa completa inversão de valores como casos da política americana nos fazem lembrar, em que o uso de dinheiro público para alimentar empresas de amigos ou de sócios é entendido como normal e em que, pelo contrário, se perseguem presidentes após se ter contratado uma tipa que ao fim de contas é uma prostituta e que como função tinha levar o presidente do partido oposto a ter sexo com ela.

Podemos, como digo, não estar ainda aí. Mas arriscamo-nos.

Quanto ao resto, o tal comandante não é certamente pior que a generalidade dos tachistas que os partidos mantêm nas autarquias. A única questão é que, como tem um cargo maior e um cérebro se calhar menor, fez porcaria. Azar.