quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Propostas interessantes

Por estas bandas, as enormidades são non. Parece que agora querem realizar uma grande campanha revolucionária em prol da eliminação dos semáforos, dos sinais, das passadeiras e das marcas rodoviárias. Ao que parece, o bom senso de cada um e a capacidade negocial serão suficientes para que tudo corra às mil maravilhas.


Recordo-me de ler nos Cisnes Selvagens de Jung Chang as milhentas loucuras que durante o regime maoísta se cometeram em nome da ideologia. Por exemplo, uma fantástica campanha contra as flores e em defesa das ervas daninhas, porque as ervas daninhas eram plantas proletárias. Os bloguistas lá do sítio estariam lindamente nesses tempos. Combater os semáforos porque são socialistas é demais. Muito, muito bom. Para ler e recordar.

6 comentários:

GMaciel disse...

Igor, dei um saltinho ao sítio para ler com os meus olhos... e saí com os ditos cujos em bico.

A asneira ainda não paga imposto, é a safa desta gente.

Filipe Melo Sousa disse...

Igor, apoias mesmo a Hillary? Bom, pelo menos não te faltam motivos para seguir o exemplo da Sra. Clinton e dar umas boas gargalhadas. Perante uma questão delicada, a Hillary sai-se sempre com uma boa gargalhada. Se o humor resolver todos os problemas do país, força aí.

Igor disse...

Filipe, presumo que prefiras resolver os problemas de um país com um partido que aniquilou a obra que durante oito anos o marido da Hillary se empenhou em construir. Isto, falando apenas do ponto de vista económico. Escuso-me a falar da tentativa de destruição de um edifício jurídico-político velho de dois séculos e assente na liberdade.

Apoio Hillary não sendo americano, e se o fosse emigraria se ela perdesse as eleições.

Sérgio Pinto disse...

Mas, Igor, olhando somente para o desempenho da Administração Clinton do ponto de vista económico, parece-me que o que se vê é que, essencialmente, ele se apoiou em receitas tradicionalmente republicanas (redução do défice e política orçamental contraccionária, mais liberalização e desregulamentação dos mercados...). E fê-lo, aliás, à revelia da plataforma eleitoral em que se tinha apoiado.

Filipe Melo Sousa disse...

Muito bem Igor, emigra então. Dou-te duas alternativas à escolha:

- para a Checoeslováquia em 1936, um país muito democrático e que nunca tomou uma acção agressiva contra as liberdades, mas que é um exemplo muito bom do que pode ser o resultado do pacifismo, e da não-intervenção.

- para a União Soviética nos anos 50. Um país claramente anti-americano.

boa escolha

Igor disse...

Filipe, creio que estás a ter o mesmo tipo de preconceitos em relação a mim que outros teus "camaradas" de blogue.

Em primeiro lugar, eu não sou pacifista. Seria complexo ser pacifista e defender a intervenção no Afeganistão, não achas? E tu não tens desculpa porque no Speakers Corner eu já o tinha dito e tu leste-o de certeza.

Em segundo lugar, também não sou anti-americano. Seria igualmente complexo ser anti-americano e desejar uma economia americana mais saudável e uma sociedade americana mais livre, não concordas?