sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Entre o erro e a cobardia...

A verdade é que és livre de escolher. És livre de sair e de te divertires com quem tu quiseres. És livre de te assumires como és. A verdade é que és livre de dizer o que pensas e de te manifestares a favor ou contra esta campanha. A verdade é que és livre de ser feliz.

Ao ler este texto, que terá sido divulgado pela Tagus, dirigi-me ao sítio da campanha. http://www.orgulhohetero.com/ - vazio. Fui então ao sítio principal da Tagus, para ver se lá estaria o texto. Nada. A campanha foi substituída por uma mais antiga, sobre qualquer coisa também não muito brilhante sobre Tunas e Verdade (creio que as maiúsculas ficam aqui bem).

É uma pena que a Tagus tenha retirado a campanha. Sobretudo tenho pena dos accionistas da Tagus. A campanha afastou alguns clientes, e os que poderia ter aproximado por defender esta ideia do cerco das minorias sexuais, perdeu-os com alguma falta daquilo que vulgarmente se diz que está entre as pernas mas que em boa verdade está na Vontade (mantenho-me nas maiúsculas). Chocou, é um facto. Mas se não abriu as portas do mercado, serviu para quê?
Em todo o caso, os pseudo-politicamente-incorrectos que afirmam que a família está em perigo, a raça branca a ser exterminada, a religião a ser perseguida e outros disparates que tais podem regozijar-se. Aí está mais uma prova da existência do lobby gay, essa invenção de um homem que se passeou de tanga nas ruas daquela que seria na altura a capital nacional da pedofilia.

Eles pareciam estúpidos. Mas começo a perceber que talvez vejam mais longe do que eu pensava.

2 comentários:

GMaciel disse...

Bom, entretanto andei a ler outros blogues que falavam neste assunto e estes dividiam-se entre os que aproveitavam para fazer contra-campanha e os que complacentemente olhavam para esta treta como mais uma porcaria sem história.

Acho perigosa essa complacência, mesmo que alinhavada pelas explicações de quem fez a campanha, porque, para dizer a verdade, as explicações não são convincentes.

"Eles pareciam estúpidos. Mas começo a perceber que talvez vejam mais longe do que eu pensava."

Eu também, mas na descendente.
:(

Igor disse...

A maneira como isto acabou cheira-me a esturro. Mesmo muito.

Porque motivo é que eles divulgam um texto autovitimizando-se quando as repercussões da campanha foram mínimas (duas ou três associações e uns quantos blogues a falar do assunto)?

Concordo contigo que, apesar de tudo, não devemos fingir que não era nada. Começo a pensar que desde o início o objectivo era poderem dizer "olhem como fomos maltratados por usarmos a nossa liberdade de expressão", mas ainda assim prefiro que fique assente que há coisas com as quais não se brinca.