sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Menos abraços, mais respeito

A propósito do post Homofobia de Helder, recordei-me que recentemente escreveram-me isto a respeito de um comentário de alguém que dizia que o irmão era gay: hmmm porque é que cada vez que sai uma bacorada homofobica o autor sente a necessidade de inventar um conhecimento em primeira mão de alguém que é… que valente treta.

Bom, aqui não há nenhuma bacoraca homofóbica, mas há uma tentativa de desculpabilização. A Fernanda Câncio recorda Maria José Nogueira Pinto quando esta disse a dois activistas homossexuais “Mas eu acho que vocês têm o direito de existir!” - como se ela tivesse o direito de dizer quem deve ou não existir e de que forma devem existir.

Ter amigos homossexuais não diz nada. Aliás, ser homossexual também não diz nada. Há homossexuais homofóbicos, como há mulheres machistas, etc..

Portanto, a questão não é essa. A questão é reconhecer dignidade. Ao contrário do que alguém disse, o problema não está em deixar que o homossexual pegue no bébé (porquê, acha que alguém ía pensar que ele ía pegar-lhe sida ou violá-lo?) a questão está em saber se dois adultos têm ou não o direito de viver, por exemplo, casados, se for esse o seu entendimento. Não interessa se a maioria das pessoas em geral ou dos homossexuais em particular pensa assim ou assado: interessa o princípio.

Cabe a cada indivíduo, a partir de princípio básicos, escolher como viver a sua vida.
Tratar os homossexuais como poodles da pseudo-tolerância é apenas, essa sim, uma autêntica manifestação da homofobia.

3 comentários:

Pedro Fontela disse...

Curiosamente fui eu que fiz esse comentário e como acho que até neste caso não estou muito longe da verdade… depois de nos brindar com as suas credenciais “super” tolerantes o tal senhor apronta-se a negar todos os elementares direitos em nome da tradição e “segurança” da família. Volto a dizer Igor… tretas!

Igor disse...

Sim, eu recordo-me e concordo inteiramente.

Bianca Castafiore disse...

Interessante abordagem, Igor. Pegas sempre na questão dos princípios, e eu gosto disso!...