domingo, 27 de janeiro de 2008

Pátria

Dedicado com muito carinho ao citoyen Duarte Bragança

Andam por esta altura os caros monárquicos em pulgas para, em pleno regime republicano, transformar o dia que acelerou (embora fosse uma inevitabilidade) a queda da monarquia. Não é que um assassinato político me pareça uma coisa louvável, nem tampouco aceitável. Mas a primeira exigência que devemos colocar quando olhamos para algo que aconteceu há cem anos atrás é ter algum distanciamento histórico. Reacções inflamadas sobre eventos sem relevância nenhuma para os dias de hoje parece-me não simplesmente infantil (embora o sejam) como seriam também disruptivas, não fossem insignificante para a esmagadora maioria dos portugueses (outro tipo de revivalismos históricos, como as exigências de compensações históricas aos povos colonizados ou aos descendentes dos escravos, não perdendo nada da estupidez, são bastante mais perigosos).

Há ainda assim algumas coisas que me parecem importantes frisar. Desde logo, o distanciamento histórico obriga-nos a, mais do que apresentar grandes manifestações de pesar pela morte do rei e do filho do rei, olhar para quem foi esse rei. Na blogosfera multiplicam-se os posts sobre a grandeza de Dom Carlos, a sua genialidade, como pintava bem (coisa de grande relevância para um político) ou quão bom diplomata era (o Ultimato foi apenas uma brincadeira). A sua morte surge como catástrofe. E sê-lo-á, para os seus, para quem o conhecia, como é uma catástrofe a morte de qualquer familiar ou amigo nosso. A sua vida não valia mais que a vida de qualquer outra pessoa.
All the innocent blood that was shed in the civil wars provoked less indignation than the death of Charles I. A stranger to human nature, who saw the indifference of men about the misery of their inferiors, and the regret and indignation which they feel for the misfortunes and sufferings of those above them, would be apt to imagine that pain must be more agonizing , and the convulsions of death more terrible to persons of higher rank than those of meaner stations.
Adam Smith, The Theory of Moral Sentiments

Ele morreu, como republicanos foram também mortos e tudo porque (e isto é crucial) não havia liberdade para que o país dissesse como queria ser governado. Apresentar aqueles tempos como áureos e aquele homem como um gigante é próprio de todo o revivalismo bacoco. No presente esquece-se a aspereza do passado:
A nação, mais do que de libras, carecia de alma. Quem lha daria? Quem a tivesse como o sol tem luz: infinita. Pobre D. Carlos! Que havia de êle dar,--mediocridade palúrdia, já aos 25 anos atascado no cebo dinástico, nas banhas brigantinas! Alma? Bem alma, não; quási, pequena diferença: lama. Uma inversão de duas letras. Ligeiro lapso, cuja emenda é esta: Viva a república!
O rei falhára. Nulo, insignificante. Pedir-lhe génio, heroismo, grandeza, sublimidade,--o mesmo que pedir astros a uma couve ou raios a uma abóbora.
A existência da pátria dependia da revolução. O rei não pôde, não soube, ou não quis fazê-la. Em suma, não a fez. Perdeu-se. Que restava? Fazê-la o povo. Não a fazendo, perdia-se tambêm.
O rei, em vez de cortar o cancro, identificou-se com êle. Chaga maior, operação mais grave. Já ninguêm suprimirá o cancro, sem suprimir a realeza.
O republicanismo não é aqui uma fórmula de direito público; é a fórmula extrema de salvação pública.
Guerra Junqueiro, Pátria

Era um país pleno de semelhanças com os dias de hoje, com a mesma crise existencial à escala nacional que hoje temos e da qual, de resto, nunca saímos. Veja-se novamente a Pátria do Guerra Junqueiro:
Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este,finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

No meio disto, é curioso atentar na frase Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter e pensar que quem quer dar lições de moral à República elegeu para seu presidente alguém que, se me permitem, me parece de moralidade no mínimo duvidosa. E digo duvidosa apenas para evitar ser processado. É por os monárquicos se reverem neste tipo de pessoas que Portugal (e bem assim quase toda a Europa de raíz católica) é uma república.

Muito mais importante que tudo isto, no entanto é o programa das festas
————-1 DE FEVEREIRO DE 2008———–17:00———————-
Terreiro do Paço (esquina com a R. do Arsenal)
Homenagem ao Rei D. Carlos e ao Principe Real D. Luís Filipe
Participação da Fanfarra do Exercito,do Regimento de Lanceiros e do Colégio Militar

Uma prova, creio, da decadência em que estamos afundados é que no governo e no parlamento ninguém se insurja de forma clara contra a caução militar de uma manifestação particular de um grupo de cidadãos a respeito de algo tão pouco pacífico quanto o lamento sobre a queda de um regime que não o nosso e com o qual o nosso nada partilha - pelo menos, nada no espírito que o anima, conquanto já tenhamos visto que a putrefacção em que estamos metidos é muito parecida. Pergunto o que nos falta e pergunto se um país de Paulos Teixeiras Pinto seja solução para alguma coisa...
Alma! eis o que nos falta. [...] Da mera comunhão de estômagos não resulta uma pátria, resulta uma pia. [...] A ruína moral não entra na conta nem por um vintêm. Deve e há-de haver, eis o problema. Direito, Justiça, Honra, Pundonor,--palavras! Se o gigo das compras andasse farto e os negócios corressem, podiam encafuar Jesus Cristo na penitenciária e sua Mãe no aljube, que a récua burguesa, dizendo-se católica, não se moveria. O câmbio estava ao par.
Falir um banco, que desastre! Falir uma alma... --Mas que demónio é isto de falir uma alma?--
Guerra Junqueiro, Pátria

34 comentários:

Rui Monteiro disse...

O REI ESTÁ MORTO !!! VIVA O REI !!!

Igor disse...

Sobretudo porque está morto... E se não estivesse, iria estar.

Rui Monteiro disse...

Nenhum ideal o religião tem o direito de tirar a vida a nenhum ser humano. Se foi legítimo o regicídio é legítimo que qualquer grupo extremista mate um Presidente da República.

A Liberdade é a Democracia são postas em causa.

Este país só vai acordar infelizmente para o terrorismo quando acontecer algo de grave, já estiveram mais longe e pelos visto já andam por cá.
Os regicídas foram o Etarras de à 100 anos.

E para quem não saber a frase que disse é histórica, por homenagem a um homem à frente do seu tempo.

Ass. Militante do Partido Socialista, Monárquico e Católico e acima de tudo PORTUGUÊS !

Igor disse...

Qualquer vida humana é válida. De acordo. Porque não se preocupa então com a vida dos republicanos que morreram pela sua causa? E se defende a liberdade, porque não se fez um referendo na altura? Seria por se tratar de um regime democrático?

Ass.: Liberal, Republicano, Ateu e acima de tudo HUMANO.

:-P

Rui Monteiro disse...

Não me preocupo com os assassinos, não merecem honra nenhuma. Se matassem alguém da sua família ia homenagear os assassinos ? :)

Para quê fazer um referendo na altura ? A culpa foi dos republicanos que tinham só 10% no parlamento, eleitoralmente nunca ganhariam uma eleição. Não representavam a vontade do Povo que era esmagadormente monárquica.
Prometeram fazer um referendo que nunca fizeram, o sufrágio universal nunca aconteceu e as mulheres também não passaram a votar. Isso é que é democracia LOL

Mas D.Carlos era um homem muito à frente do seu tempo :

http://causamonarquica.wordpress.com
/2008/01/27/esquerdista-muito-bem-imp
ressionado/

Curioso :)

Igor disse...

Hum e eu referi-me a esses?

Para quê um referendo, para quê eleições? A ditadura de João Franco (a mesma que o cidadão Carlos Bragança apoiou) servia para tudo.

Quanto à vontade do povo, não sabemos: o que sabemos é que a maior parte das pessoas não podia votar. Portanto, não venha falar em legitimidade democrática.
Mas então, para quê referendos agora? As únicas sondagens que já vi a esse respeito apontam para uns 16% de monárquicos. Se exceptuarmos daqui a Opus Dei, os ex-aristocratas e os padres, ficamos com ainda menos.

E se o cidadão Carlos Bragança era um homem muito à frente do seu tempo, então porque é que nada fez a esse respeito?

Rui Monteiro disse...

LOL

Os partidos não tinham sido proibidos e as eleições estavam marcadas para 5 de Abril de 1908 sabia disso ? João Franco é o bode expiatório para tudo mesmo para desculpar os erros dos republicanos que nunca fizeram a democracia representativa até 1974.

A ditadura de Salazar era republicana e foi o maior período de amordeçamento do Povo Português.

Se não há legitimidade para fazer um referendo não havia legitimidade para fazerem a republica. Contrariamente ao que você sabe o CESOP fez uma sondagem em 2002, 20% da população querem um Rei e 30% estão indecisos.

A maioria do Povo Não podia votar LOLOLOLOLOLOL e o que os republicanos fizeram ?

Desconhece que a lei eleitoral publicada pela república em 14 de Maio de 1911 conferia o direito de voto apenas aos maiores de 21 anos que soubessem ler e escrever ou fossem chefes de família há mais de um ano (em 1913 os chefes de família analfabetos perderam esse direito), excluindo os analfabetos, as mulheres e os militares no activo. Curiosamente, foi em 1931, na ditadura, que as mulheres, mesmo com limitações, puderam ser eleitoras. Como parece desconhecer que em 1910 havia 850 mil eleitores recenseados e em 1913, apenas 400 mil.

A história não engana, é como o Don Algodon :)

Chega de hipócrisia

Igor disse...

O que os republicanos fizeram foi dar o sufrágio universal. Em 74, é certo, mas antes era difícil: durante cerca de 40 anos um católico monárquico mandou em Portugal. Sabe o nome dele? Salazar. Estranho, não é?

Rui Monteiro disse...

Salazar Monarquico ? lol

Então o que era Américo Tomaz que tinha o poder de o destituir ? Monárquico ? :)

Por favor ... sejamos honestos

Igor disse...

Sim, monárquico, ou do revivalismo já passou ao revisionismo?
O motivo pelo qual Salazar não restaurou a monarquia foi porque ela já a tinha restaurado, e o rei era ele. Estamos esquecimos do que ele defendia, do que escreveu, dos seus tempos de deputado só por conveniência ou de facto é uma questão de amnésia?

Rui Monteiro disse...

"A derradeira prova de que Salazar não queria a Monarquia deu-se em 1951 no Congresso da União Nacional, em Coimbra. Em discurso encomendado por Salazar, Marcello Caetano vem a travar naquele congresso as teses da Restauração da Monarquia [4]."

Wikipedia

De 22 a 24 de Novembro de 1951 surge o III Congresso da União Nacional em Coimbra.
No discurso inaugural Salazar considerou que a monarquia não pode ser, por si só, a garantia da estabilidade de um regime determinado senão quando é o lógico coroamento das demais instituições do Estado e se apresenta como uma solução tão natural e apta, que não é discutida na consciência geral. comando de um só.

e mais não digo ...

Igor disse...

Esse tipo de considerações na Wikipedia só pode ter vindo de um monárquico. O que conhecemos de Salazar antes da sua subida ao poder (e antes mesmo que ele imaginasse que iria ser o rei de Portugal durante 48 anos, é que ele era monárquico. E isso basta. Ninguém nos garante que Teixeira Pinto, se tivesse a mesma oportunidade, não mandaria também os Bragança às urtigas.

Rui Monteiro disse...

Pode dar a volta ao assunto que quiser, o Estado Novo era republicano, Américo Tomaz podia ter demitido Salazar e não era Rei. Pode doer ouvir isto mas é a verdade histórica.

Salazar não quis D.Duarte Nuno como rei porque este era crítico do regime e pro-inglês, não convinha ter uma voz dissonante.

E quer queira quer não a internet é a democracia da informação :) só faltava dizer que ela existe graças ao 5 de Outubro LOL

Igor disse...

A mim não me dói nada. A História não é reescrita porque meia dúzia de pessoas sonham em ter títulos nobiliárquicos. A ditadura era uma ditadura e era católica e Salazar tinha os poderes que os monárquicos gostariam de ver atribuídos a um rei. Tenha paciência, ninguém cai nessa.

Quanto à ideia de Tomaz demitir Salazar é demasiado má. Não caia no ridículo.

Rui Monteiro disse...

Américo Tomaz não podia demitir Salazar ? Então porque é que Humberto Delgado disse que o demitia se fosse presidente ? era porque não podia ? :)

Pois era uma ditadura a de Salazar, era republicana e não se comparava com o regime Monárquico Constitucional em 1908. Muito mais Brando e Livre.

Da menina de peito ao léu importada da França e de nome Republica, Liberdade e Democracia não é propriamente o seu maior legado nos últimos 100 anos :

- 16 anos de uma republica tão livre que não mudou muito o que prometia mudar, e matou um presidente Sidónio Pais para além de outro que se suspeita ser pedófilo ... Teixeira Gomes

- 48 Anos de uma Ditadura Republicana, Estado Novo

leonidas disse...

Ditadura é quando alguém julga possuir toda a verdade....no seu caso, caro Igor, já descobriu que os republicanos substituiram um regime democrático (as monarquias são democráticas, tal como Portugal da altura o era) por uma ditadura, pois só a população urbana masculina(12,5% da pop.) podia votar

...chama a isto evolução democrática?

igualdade?

universalidade de sufrágio?

O seu conceito do que uma republica é é proporcional á sua ignorância do que foi o 1910...desprezavel!

O pós-1910 não alterou nada porque os politicos eram os mesmos...mas sem o Rei para manter o equilibrio

o Estado Novo foi uma republica!...curiosamente a única onde a Constituição foi alvo de referendo!

Os regicidas são assassinos que o Estado nunca teve coragem de julgar preferindo manter a história como um Homicidio de Estado...tipo o que os nazis fizeram com os judeus...coitaditos não tiveram culpa, foi o Estado que os ordenou!

O Estado Novo sufragou a Constituição porque o objectivo era a restauração do Estado de Direito e o fim da Anarquia...toda a pop. estava do lado do regime (porque seria?...seria das qualidades dos republicanos?)
Só que D. Manuel II morreu e a confusão dinástica permitiu aos homens fazer aquilo que todos os politicos republicanos fazem ...agarrar-se ao Poder!

A 1º Republica originou a 2º que originou a 3º...etc
Porque os seus fundamentos estão em homens pequenos que até admitiam cometer o crime máximo perante a lei dos homens só para alcançar o Poder...só o Poder!

A igualdade, fraternidade....ficaram nos mrtos de fome, assassinados e despojados

Pois se em Monarquia não havia fome...em Republica havia-a , as crianças morriam de frio, quando não de fome, eram abandonadas levando o Estado a inaugurar a "sopa dos pobres" (conceito desconhecido em monarquia, excepto no periodo das invasõe napoleónicas)não havia empregos....e a classe média chegou ao ponto critico de total falta de moral onde a pedofilia (sim havia em grandes quantidades e ás claras, fruto da miséria os pais vendiam os filhos) e o desprezo pela agonia e dor eram moeda corrente

vem-me á memória uma noticia de 1921, no DN onde um burguês encontra uma mulher quase morta com o filho de dias morto e congelado nos braços...sabe qual foi o comentário do Jornal?

"mais uma desenvergonhada deixa o filho morrer"

Esta é a merda de regime que o 1910 produziu que atirou para 40 anos de dirtadura a sério (não a ditadura de Franco que era governação por decreto apenas sem diminuição dos direitos)

Tenha vergonha e lave a boca com sabão quando lhe der vontade de defender assassinos!...ignorante

mal haja

Igor disse...

Eh... se calhar, por algum motivo não pôde de facto demiti-lo. Já pensou nisso?

A Itália de Mussolini também era uma monarquia. Impediu alguma coisa?

Antes meninas de paito ao léu que padres comedores de crianças. É preciso ter lata, um católico, alguém que defende uma Igreja que até aos dias de hoje apoiou milhares de pedófilos, falar de alguém de há 80 ou 90 anos atrás que "se suspeita" que fosse pedófilo. Quer discutir quantos reis o foram, ou quantos dos "nobres" portugueses não têm na sua linhagem mais que um acumular de facínoras violadores de raparigas indefesas?

Rui Monteiro disse...

Bem quando não têm argumentos dá nisto ... um bom exemplo como o que respondeu antes de mim mas enfim ... vivemos em Democracia por mais utópica que seja.

E a velha máxima ... quando não se tem argumentos ofende-se :) Tipicamente republicano LOLOOL

Quanto a Teixeira Gomes, http://o-espectro.blogspot.com
/2006/03/costumes.html

p.s. : pedófilos não têm religião existem em todo o lado, infelizmente ...

Fiquemos por aqui

Igor disse...

O senhor começou com imenso moralismo e terminou com toda a baixeza, primeiro com a menina de peito ao léu e com acusações de pedofilia de quase um século, e terminando com a vitimização e atribuição ao outro dos insultos proferidos. Sabe o que se chama aisso em psicologia? Projecção. Vá ver o que significa.
E essa duplicidade de moralismo e baixeza é realmente típico de uma certa classe social, ou tipo social, não é exclusivo seu.

Quanto à pedofilia, se é irrelevante, não percebo por que trouxe então o tema. Custou? Doeu? Devia ter pensado antes de o ter chamado. É que se há tema no qual monárquicos e católicos têm telhados de vidro, é esse. Bom, se esquecermos a tolerância religiosa, a democracia, a liberdade... e muitos etcéteras.

:-)

Igor disse...

Leónidas: monárquico e salazarista.
Do alto da sua por certo vetustíssima idade, deu-me toda a razão. Muitíssimo obrigado, passar bem.

Saudações Republicanas, Democráticas e Laicas.

Igor disse...

Já agora, adorei a defesa de um regime que estava bem mais próximo do fascismo mussoliniano e do nazismo hitleriano que o de Salazar.

Anónimo disse...

Descobri por acaso este blog, mas desde já afirmo:Igor está certo! Admiro a sua postura como Ser Humano progressista, esclarecido, sensato e educado! Quem aqui o tenta arrasar com argumentos patéticos é que faz uma figura muito triste! Deviam andar ainda a guardar rebanhos na serra em vez de estarem frente a um computador (e se vivessem no tempo da monarquia mt provavelmente seria essa a vida deles).

Rui Monteiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rui Monteiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Igor disse...

Caro Rui Monteiro:
o seu linguajar é o melhor argumento que alguém pode ter contra si.

Rui Monteiro disse...

Qual linguarejar ? lol

Queriam a maçonaria do vosso lado a pactuar com romaria à covas dos assassinos mas felizmente há pessoas com bom censo.
Posso dizer que na minha família não há gente com o sangue nas mãos.
O que ri por último é o que ri melhor :)

Igor disse...

Arrependeu-se do que escreveu? LOL os moralistas são realmente uma vergonha.

Quanto a isso não pode garantir. Aliás, posso-lhe garantir que na sua família há sangue a manchá-lo, como na minha também, como na de qualquer outra pessoa que não tenha sido criada espontaneamente pelo Espírito Santo. Penso eu de que.
Em todo o caso, se por ventura tiver sangue nobre nas veias, terá sem dúvida rios e rios de sangue.

Rui Monteiro disse...

Como é que o Igor pretende ser credibilizado se se esconde num pseudónimo ? Eu uso o meu nome verdadeiro, assumo o que penso e não sou cobarde !

Quanto a sangue à 100 anos atrás os meus bisavós oriundos de Viseu viviam ao lado do Palácio de Belém, uma costureira e um taxista vindos do Povo. Sempre foram monárquicos ao contrário da sua tese eu não tenho sangue azul o meu é vermelho igual a tantos outros e se calhar mais do que o Igor porque sou Militante do Partido Socialista.

Igor disse...

Caríssimo: continuamos com os insultos? O meu nome é Igor, Igor Caldeira. É um nome feio, mas é o meu. Não só não me escondo, como para além de nome completo até a minha fronha (também feia, mas também minha) está no blogue do movimento político a que pertenço:
http://blog.liberal-social.org/blog-273

Portanto, creio que quem é falho de credibilidade é o caro Rui
onteiro.

Rui Monteiro disse...

Ah !

Está explicado, querem protagonismo LOLOLOLOL

Igor disse...

Sim, é isso mesmo. Vá, vá lá acender uma velinha pelo Carlos Bragança

Rui Monteiro disse...

Claro que acendo porque ele era Chefe de Estado Legítimo. Quanto a si preocupe-se com a A-Queda, esperemos que não tenha que acender velas por compatriotas nossos ....

Rui Monteiro disse...

Não escondo a minha cara, assumo o que penso. Sou Militante do nº34045 do Partido Socialista, Sócio Fundador do Instituto da Democracia Portuguesa e Vice-Presidente do Forum Democracia Portuguesa.

Faça o download do nosso boletim e de pois vê a minha cara da qual não tenho vergonha e nem medo de me afirmar como cidadão Português Livre de ter uma causa e um ideal.

http://rapidshare.com/files/86294530
/BoletimoficialdoFDRII.pdf.html

Igor disse...

Eu não o acusei de esconder seja o que for. O senhor é que me acusou de me esconder atrás de um nick. E nem desculpas é capaz de pedir quando é desmentido. Enfim.

Quanto ao Fórum da "Democracia", já o conheço. Dispenso a propaganda.

Quanto à legitimidade, a que eu reconheço, é a que a democracia dá. Chefes de Estado sem voto popular, não, obrigado.