quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Castro, esse grande progressista

Em primeiro lugar, e na continuação da discussão em torno de Cuba, quero linkar o post do Max dos esquerdismos de uma certa esquerda... que retoma simultaneamente (e como o Pedro Silva bem faz notar) um tema que me é caro, nomeadamente, esta mania de a Esquerda ter esta atitude meio autocomiseratória do nós (os ocidentais) somos tão maus que quem quer que diga mal de nós só pode ser bom e que a leva a defender "nas outras culturas" tudo aquilo que ataca dentro de portas.

Pela minha parte, o essencial sobre esta questão para mim (as Esquerda, o Universalismo a Democracia e os Direitos Humanos), resumi-a em dois posts, aqui e aqui. Os resultados do segundo teste são para mim elucidativos:

Like all liberals, you believe in individual freedom as a central objective - but you believe that lack of economic opportunity, education, healthcare etc. can be just as damaging to liberty as can an oppressive state. As a result, social liberals are generally the most outspoken defenders of human rights and civil liberties, and combine this with support for a mixed economy, with an enabling state providing public services to ensure that people's social rights as well as their civil liberties are upheld.


Em segundo lugar, há no post do Max a questão da homossexualidade em Cuba. Quando acabar de ler o livro, dedicarei um texto apenas para louvor do livro em causa, dado que desisti de andar a tirar partes do texto e vir pô-las aqui: não fazia mais nada nos próximos dias. No entanto e porque vem a calhar, aqui vai um excerto do fabuloso American Vertigo de Bernard-Henri Lévy:
É como os bares "homo" de Castro. Que coisa bizarra, entre parênteses, este nome de Castro! Que ironia que o bairro homossexual da cidade, um dos únicos da América onde dois homens podem andar de mão dada e a beijar-se na boca [...], este orgulho gay permanente, esta Gayland, tem o nome do mais homófobo dos caudilhos continentais!
Bom, as duas coisas não estão ligadas, mas há qualquer coisa de delicioso no paradoxo. Será que a Esquerda castrista vai utilizar isto para acusar os Estados Unidos de provocarem o heróico regime cubano?

3 comentários:

pedro silva disse...

Mas tu a citares o Bernard Henry Levy também não vais longe...
:-):-).-)

Igor disse...

LOL não é uma pessoa que gere muitas simpatias. E este livro então, acho que meia Europa e dois terços dos EUA ficava com frenicoques se o lesse.

Bianca Castafiore disse...

Hmmm... agora sim, fiquei com vontade de ler B. H. L.!... ehehhe